terça-feira, 31 de dezembro de 2013

DEPOIS DOS CINQUENTA

Então é isso. Depois dos cinquenta pensam que voce acabou. Ou quase. Tambem pensava assim e agora estou eu aqui, com bem mais que os cinquenta redondinhos e no meio de um imenso dilema entre meu corpo, que já não é o mesmo em nenhum sentindo e minha cabeça, que jura ter uns trinta e cinco, quarenta, no máximo. 
Não que saia por aí me comportando como uma cinquentona piriguete. Afinal, muito da educação primorosa de moça de família recebida de meus pais continua entranhada na minha memoria. Além disso, possuo um senso de ridiculo que não me permitiria andar muito fora dos padrões sociais esperados, nos quais tambem não me encaixo, mas cumpro com meu dever de mulher de familia.  Não, sem cabelos presos e saias compridas, a não ser as que estão se usando ultimamente. Nem mini-saias e shortinhos com meias arrastão, porque me sentiria mal. 
Mas me descubro capaz de me apaixonar como se tivesse 20 anos. E me surpreendo uma mocinha romantica, ouvindo musicas, pensando na pessoa, sonhando com seu beijo, com seu cheiro e imaginando como seria ir para a cama com ela (a pessoa, rss). 
E chego à conclusão que essa coisa de amor não tem idade, que romantismo não tem época, que em meu coração mora uma adolescente e que minha cabeça adora tudo isso.

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